Introdução a IHC – Interação Humano Computador

Conheca a área que estuda a interação entre pessoas e sistemas computacionais

Seja bem-vindo(a)!

Qual seria a melhor forma para que softwares tenham real sucesso em um mercado competitivo, receber bons feedbacks, ser recomendado e atrair mais consumidores?

Independente da estratégia de marketing que será adotada, acredito que a primeira preocupação é oferecer um produto com interface amigável, ou seja, de fácil utilização e com possibilidade de interagir de forma intuitiva nas funcionalidades básicas.

Um produto com essas características possibilita experiências que impactam positivamente na vida da pessoas.

Neste artigo apresento a área de IHC – Interação Humano Computador. Área esta que foca no lado humano da interação com sistemas computacionais que promovem experiências positivas para o público e consequentemente contribuem para o sucesso do produto.

Preparado? então venha comigo!

Neste artigo você aprenderá sobre:

Abordagens “De dentro para fora” e “De fora para dentro”

Para que se entenda o que a área de IHC pretende enfatizar precisamos conhecer duas abordagens de desenvolvimento de sistemas de interação. São elas as abordagens “De dentro para fora” e “De fora para dentro”.

Ocorre um problema quando sistemas interativos são construídos com foco apenas nos aspectos físicos da construção. Podemos denominar essa abordagem de “De Dentro para Fora”.

Abordagem de desenvolvimento de sistemas de interação "de dentro para fora"
Abordagem de desenvolvimento de sistemas de interação “de dentro para fora”

Esses sistemas são desenvolvidos com maior preocupação na qualidade da construção, processo de construção, custo, durabilidade e outras questões que pouco consideram a qualidade de uso pelo usuário.

  • Essa abordagem se caracteriza por:
  • Desprezo pela interface;
  • Maior foco no sistema;
  • Design de software desconsiderado;
  • Processo de desenvolvimento inadequado;
  • Interação usuário-sistema não avaliada.

Esse maior foco com a parte de “de dentro” causam prejuízos na experiência do usuário porque resultam em sistemas interativos inadequados.

Felizmente cada vez mais é crescente o número de desenvolvedores, projetistas e empresas desenvolvedoras preocupadas com a melhoria e qualidade do uso das interfaces projetadas.

Abordagem de desenvolvimento de sistemas de interação "de fora para dentro" - Interação Humano Computador
Abordagem de desenvolvimento de sistemas de interação “de fora para dentro”

Ao focar nessa melhoria elas usam a abordagem de “De Fora para Dentro”, abordagem está que garante uma maior competitividade no mercado.

O que é IHC (Interação Humano Computador)?

A área de IHC trabalha com abordagem de “fora para dentro”. Usarei aqui a definição de Hewett para explica o que é IHC.

“Interação Humano-Computador (IHC) é uma disciplina voltada para o projeto, avaliação e implementação de sistemas computacionais interativos para uso humano e com o estudo de fenômenos importantes que os rodeiam.” (Hewett et al., 1992).

Foi em meados dos anos 80 que a IHC foi difundido como uma área de estudo. Isso devido a histórica conferência de Gaithersburg em 1982 “Human Factors in Computer Systems” (traduzindo; “Fatores Humanos em Sistemas Computacionais”). A partir daí o IHC se tornou uma atividade internacional de impacto industrial em todo o mundo.

Sendo a área IHC envolvida com os estudo de fenômenos que acontecem na interação do ser humano com os sistemas computacionais é de suma importância conhecer os elementos envolvidos no processo de interação.

Elementos envolvidos no processo de interação

A seguir vou mostrar conceitos que permitem identificar os elementos envolvidos na interação usuário–sistema. Sendo o primeiro conceito de Contexto de uso já demonstra muito bem sobre a função de cada um destes elementos.

Contexto de uso

O Contexto de uso é caracterizado por toda situação relevante para interação com o sistema. Inclui-se no contexto, quando o sistema é utilizado e onde ocorre a interação (o ambiente físico, social e cultural).

A figura anterior ilustra um usuário em determinado contexto de uso, procurando alcançar um objetivo, ao interagir com a interface de um sistema interativo.

No momento que eu, Ed Francisco (USUÁRIO), em meu escritório (CONTEXTO DE USO),  edito este artigo, me vejo em um PROCESSO DE INTERAÇÃO, onde eu digito e formarto o texto, e insiro imagens usando o Gerenciador de Conteúdo WordPress (SISTEMA) para que ele seja publicado no blog do Chief of Design (OBJETIVO).

Interação

A possibilidade de interação acontece quando um sistema oferece uma interface para o usuário agir.

Interação Humano Computador

Segundo a definição de Hix e Hartson (1993): “Em geral, a interação usuário–sistema pode ser considerada como tudo o que acontece quando uma pessoa e um sistema computacional se unem para realizar tarefas, visando a um objetivo”.

Interface

A interface é o contato entre o usuário e o sistema. Se trata da porção do sistema que mantém o contato durante a interação. O hardware e softwares utilizados durante a interação possibilita o contato físico na interface.

Interface - Interação Humano Computador
O teclado possibilita o contato físico na interface.

O usuário pode interagir com o sistema de forma ativa através de dispositivos de entrada como teclados, mouse e webcam. Enquanto os dispositivos de saídas como os alto-falantes e impressoras transmitem a reações dos sistemas que o usuário recebe de forma passiva.

Affordance

Um botão desenhado na interface gráfica de um sistema sugere ao observador a possibilidade de pressionar (um tipo de uso) para atingir um objetivo. Então ele usa o mouse para isso.

Portanto Affordance refere-se às características dos objetos físicos que permitem identificar suas funcionalidades através de seus atributos.

Objetivos de IHC

Os objetivos de IHC se caracterizam em como definir métodos para projetar sistemas computacionais interativos confiáveis, úteis, de fácil utilização pelo usuário e que levem em consideração fatores culturais, cognitivos, emocionais, e intelectuais do público a ser atingido.

Esses objetivos vão de encontro com o conceito de Aceitabilidade de Sistemas proposto pelo renomado Consultor de Usabilidade para web, Jakob Nielsen.

Aceitabilidade de Sistemas 

A aceitabilidade de um sistema se divide em aceitabilidade social e aceitabilidade prática. 

A aceitabilidade social diz respeito à aceitação do sistema. Verifica-se aí se os usuários acreditam que o sistema pode melhorar o andamento de suas atividades sem entraves.

A aceitabilidade prática diz respeito a parâmetros como custo, compatibilidade e confiabilidade,  etc., e também uma categoria denominada “usefulness”.

Na categoria “Usefulness” verifica-se se um sistema poder ser usado para atingir um determinado objetivo. Trabalha-se aí com atributos de utilidade e usabilidade.

Sobre a Utilidade verifica-se se o sistema faz o que deve ser feito conforme o objetivo proposto. Já usabilidade está relacionada a quão bem os usuários podem utilizar uma ferramenta do sistema a fim de realizar uma tarefa específica.

Benefícios da Interação Humano Computador

O estudo e a prática de IHC devem ser estimulados porque podem proporcionar benefícios diretos ao usuário e também para a sociedade de uma forma geral.

Benefícios para os usuários:

  • Elevação da produtividade de usuários;
  • Redução do número dos erros;
  • Redução da gravidade dos erros.

Benefícios para as empresas:

  • Vantagem competitiva;
  • Aumento das vendas.
  • Redução de custo com treinamento;
  • Redução do custo com suporte técnico;
  • Redução de custo com desenvolvimento;

Áreas relacionadas à IHC

Logicamente sendo a IHC uma área, cujo resultado final de suas ações é o bem-estar do usuário, envolveria outras área do conhecimento humano.

A complexidade para analisar fatores relacionados com o usuário como saúde, conforto, segurança, e características comportamentais, com a interface do usuário, com as funcionalidades do sistemas, com a tarefas a serem executadas, com as restrições e com as questões de produtividade, justifica a utilização de conhecimentos técnicos de várias áreas.

Portanto a IHC se beneficia não só da Computação, mas também de conhecimentos e métodos de outras áreas, o que faz dela multidisciplinar. Muitos desses conhecimentos técnicos são importados para serem adaptados às suas necessidades. 

Dentre as áreas que contribuem para estudos dos fenômenos da interação temos:

  • sistemas de informação;
  • ciências da computação;
  • engenharia;
  • psicologia;
  • sociologia;
  • antropologia;
  • filosofia;
  • design gráfico;
  • ergonomia;
  • inteligência artificial.

Considerações finais sobre a Interação Humano Computador

A interação com sistemas é algo mais que comum atualmente na rotina das pessoas. Portanto não pode existir espaço para produtos que não forneçam uma boa experiência interativa e que não se preocupam com o comportamento e sentimos destes usuários. 

Um profissional sério deve levar esses aspectos em consideração na hora de projetar as interfaces de seus sistemas. E os conhecimentos sobre IHC podem supri-lo com as melhores diretrizes.

Felizmente a área de IHC conta com a contribuição de profissionais de áreas diversas que com esforços somados constroem os melhores caminhos para o desenvolvimento dos mais adequados sistemas de interação para usuários. Sejam profissionais que dominam tecnologia e são capacitados para desenvolver sistemas, ou profissionais que estudam sobre homem, sobre a sociedade e são capacitados para prover informações sobre a capacidade humana.

Então é isso! Se você gostou desse artigo deixe o seu like e compartilhe com seus amigos que tiverem interesse no assunto.😀

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Abraço!

Ed Francisco

Olá! Aqui é Ed Francisco, colaborador do Chief of Design desde suas primeiras linhas de conteúdo e de códigos.

Por falar em códigos, acredito que o HTML é a mais notável tecnologia web a qual me permitiu chegar aqui onde estou, e também escrever essas linhas sobre mim para você.

Sou formado em Tecnologia da Produção (foi aqui que conheci o HTML) e em Técnico em Produção Digital, Web e Multimídia (onde aperfeiçoei os meus conhecimentos de HTML).

Sou Paulistano da Zona Leste. Me aventuro tentando desvendar os mistérios da web desde 2008.